13/05/2008 10:24 News
O lançamento de Areia nos Dentes foi bem legal, Palavraria lotada, materia em ZH e Correio do Povo, entrevistas do Antônio no Estúdio 36, Radar, Ruy Carlos Ostermann. E hoje, terça, Ficção de Polpa vai finalmente para a gráfica. O lançamento já está marcado, será no dia 4 de junho. Mais informações no decorrer dos eventos.
Pequena dica gastronômica: uma pizzaria nova na Henrique Dias, a Pizza Jack, escondida na quadra entre a Fernandes Vieira e a João Telles, é minha nova pizzaria favorita.
Filmes: Assisti Speed Racer nesse final de semana. Divertido. E colorido. As cores do mundo ficam um pouco mais opacas depois desse filme.
Comprei o dvd de Os Pássaros com a desculpa de mostrá-lo aos enteados do meu pai, de idades entre 8 e 16 anos. Renovou minha fé no cinema saber que o filme conseguiu ser interessante e prender a atenção de um pequeno público acostumado aos filmes de terror histéricos de hoje em dia, e ao hiperrealismo dos efeitos especiais.
E na edição dessa semana do jornal CineSemana, saiu um artigo meu, explicando o porqu~e da moda atual dos filmes de super-heróis. Mais tarde posto aqui. O jornal é distribuido nos cinemas GNC.
08/05/2008 12:05
Não conheço o site, quem nos passou isso foi nosso webdesigner. Mas o site da Não Editora foi parar nessa seleção do site web da gente, que faz uma seleção os melhores sites brasileiros da web, entre sites como o da Camiseteria, Levis e Boticário.
E na Zero Hora de hoje:"a editora vende a idéia do livro como um "faroeste com zumbis",algo que filia voluntariamente o livro a uma estética de cultura pop/trash. Talvez a melhor definição, entretanto, para o romance Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky, é um misto de western com elementos do fantástico e experimentalismo formal pós-moderno". enviada por Samir
05/05/2008 17:21
A Não Editora inicia seus lançamentos de 2008 com Areia nos Dentes, o comentado faroeste com zumbis do Antônio Xerxenesky. Sim, faroeste. Com zumbis. O livro, que já se encontra nas livrarias, tem lançamento oficial e sessão de autógrafos nessa quinta-feira, nas 19h, na Palavraria Livraria-Café, ali na Vasco da Gama.
Ah, capa e projeto gráfico são minhas contribuições para o livro.
enviada por Samir
02/05/2008 10:31 Abrindo a temporada de lançamentos de blockbusters desse ano, Homem de Ferro tem uma razão de ser, e é Robert Downey Jr. O cara não carrega o filme nas costas, o filme parece existir por ele e pra ele. Claro que carisma do ator não é tudo, se fosse assim George Clooney teria feito Batman e Robin parecer um ótimo filme. Mas é que Homem de Ferro evita correr muitos riscos, e se atém ao básico das histórias de origem, equilibrando humor, ação e um pouco de drama, com historinha correta e vilão megalomaniaco padrão. É um filme que está muito confortável e á vontade em seu papel de adaptação de quadrinhos e entretenimento família. Ou seja, é o novo Homem-Aranha.
Ah, sim. Há uma cena escondida depois dos créditos finais. E é ali que ele arrebata os fãs de quadrinhos. enviada por Samir
25/04/2008 10:47
Juro que, depois que lançar Ficção de Polpa 3, em dezembro, vou passar pelo menos um ano sem organizador uma coletanea outra vez. Não que eu esperasse que não fosse dar trabalho, mas tente sincronizar umas 17 agendas diferentes para que todos os autores estejam presentes na mesma data, encontrar um local que caiba todo mundo e que tenha a ver com o livro em questão, avaliar todas os prós e contras que cada dia da semana traz em termos de publico e divulgação, ficar chateando o revisor, a ilustradora e a assessora de imprensa sobre prazos e manter-se dentro do cronograma.
A boa notícia é que posso ter encontrado o local ideal para fazer o lançamento, agora só falta fechar a data. Se tudo correr como planejado (e contando com um pouco de sorte), Ficção de Polpa 2 entrará em gráfica dentro de nove dias. enviada por Samir
23/04/2008 18:11
Por algum motivo qualquer, acabei pesquisando no YouTube sequências de abertura de desenhos animados dos 80. Nostalgia pra mim é quase sinônimo de melancolia,o que por sua vez não fica muito longe de uma crise de depressão saudosista. Ainda assim, aí vai um videos encontrados no VocêTubo que achei interessantes.
Comentário ao vídeo #1: Nunca ouvi falar de Visionaires ou Mighty Orbots, mas Spiral Zone era um dos meus desenhos favoritos. E creio ter uma vaga lembrança de bonecos e brinquedos de Pole Position e MASK.
Sugestão de leitura: o artigo publicado pelo Gui no site Fanboy.com explicando a questão da divisão da História das HQs em "eras", nesse link, é leitura mais do que recomendada. enviada por Samir
15/04/2008 10:07 Está no ar a ThingsMag, revista virtual que se define como uma revista sobre "coisas legais": cinema, moda, musica, quadrinhos, design, fotografia, etc. A revista é aberta à participação de quem quiser submeter um texto legal, uma imagem, ou o que tiver em mente. Pra conferir a participação minha e do Guilherme, basta clicar nesse link (ou no menu ali do lado) e escolher abrir a edição #0. Eu colaboro com o artigo Desejo e Reparação: a ilusão de realidade na ficção. Onde o filme se encontra com o livro que o originou, nas paginas 36 a 41, e o Gui com o artigo sobre Persépolis, de Marjane Satrapi, nas paginas à 33. Clicando lá dá pra folhear virtualmente a revista ou baixar o PDF. enviada por Samir
10/04/2008 17:30 Surrealway
Fui almoçar no Subway hoje com o Rosp. Tinha completado a cartelinha de oito selos, que me dava direito a um saduiche BIG na compra de um refri de quinhentos. Entro na fila, e peço logo o sanduiche grande, de 30cm, quando chego no caixa, e a atendente me cobra o sanduiche.
- Ué, mas eu não ganho o sanduíche BIG?
- O BIG é o de 15 cm.
- Quer dizer que o BIG é o pequeno? E como se chama o grande?
- Súper.
- Tá, e por curiosidade, o que é menor que o BIG?
- Não temos menor que o BIG.
- Tá, então corta esse sanduiche ao meio.
(...)
Pouco depois, o Rosp vai pedir um copo com gelo, porque o refri de latinha que ele tava tomando estava meio quente, embora ele já tivesse tomado metade.
- Sinto muito, mas a gerencia não nos autoriza a dar gelo aos clientes.
- Tá, mas o meu refri tá quente. O que eu faço então.
- Ah, pode pegar outra latinha ali. enviada por Samir
Acho que funciona assim: você entra dentro dessa coisa, e sai rolando. Acho que chamam de Zorb. enviada por Samir
02/04/2008 15:24 Filmes vistos recentemente em DVD: Piaf - Um Hino ao Amor: um amigo comentou do excesso de tragédias no filme, mas estamos falando de uma mulher que morreu aos quarenta anos parecendo ter setenta, a vida dela se pautava pelas tragédias pessoais, uma pior que a outra. Uso bacana de planos-sequências, atuação intensa, esgota as emoções que um espectador ter pelo filme. Ocorreu-me ao final do filme que Edit Piaf, sempre meio bêbada, no equilibrio entre um ataque histérico de diva e um esgotamento emocional, era a Amy Winehouse de sua época.
Leões & Cordeiros: é um daqueles filmes que coloca a relevãncia do tema que aborda acima de qualquer coisa, de um jeito que parece meio fútil querer cobrar dele qualidades de cinema como forma de expressão artística. A arte sempre perde pra realidade (mas as cinebiografias são o contra-ataque). Enfim: guerra do iraque, de quem é a culpa: da imprensa de entretenimento, que dança conforme a música do governo, dos neocons raivosos como o interpretado por Tom Cruise, ou da jovem intelectualidade liberal, que por nojo da política abre espaço para esse tipo de político proliferar? Uma palestra com cenas de ação e atores famosos. Posso recomendar isso.
O Reino: filme de ação sobre caçada a terroristas, com a seriedade que Ponto de Vista acha que tem, mas com a mesma relevância, no final das contas. A razão de existir do filme fica na sequência de abertura, explicando quase um século de relação entre Arábia Saudita e EUA com gráficos empolgantes e a trilha de Danny Elfman fazendo um cover de John Powell. enviada por Samir
27/03/2008 11:50
Pequena nota gastronômica: na Santo Antonio nº877 (entre a Osvaldo Aranha e a Vasco da Gama) tem um pequeno restaurante indiano-vegetariano chamado Suprem. Comi lá ontem de noite. Não lembro o nome de nenhuma das coisas que comi, entre bolinhos fritos de algum grão, pequenos rocamboles e panelinhas com molho fungui e ervas e pão indiano e sei lá o que, mas era tudo incrivelmente bom. Tomei um suco de iogurte com limão e hortelã e outro de banana com gengibre. A Vivi aqui no trabalho comentou que o chef era o cara que fazia as comidas do Ocidente. Recomendo a experiência. enviada por Samir
26/03/2008 18:09 Um bom filme ruim.
Closes exagerados, vilões muito maus, mocinhos durões de bom coração que dão a vida pelo seu presidente (a tal ponto que se os dois se beijassem no final, não seria estranho), uma garotinha em perigo, elenco estrelado (Sigourney Weaver, William Hurt, Dennis Quais) mas do qual todos dizem "é aquele filme com o Jack do Lost" (a medida do balanço de pesos - e pertinência - entre TV e cinema americanos atuais, conforme o espaço que ocupam na mente do publico?). Ponto de Vista reuniu todos os absurdos e exageros possíveis que um filme de ação pode ter, e ainda assim eu me diverti vendo. Ainda que na maior parte torcesse pra que a menininha Anna fosse esmagada, explodida ou atropelada. Um crítico americano disse "que não se pode exigir demais, é um filme lançado em fevereiro". Ironicamente, o começo do ano é a época em que saem os melhores filmes aqui, os "filmes de Oscar", e me sinto culpado em admitir o quanto gostei de assistir um filme tão desmiolado depois da ótima temporada desse começo de ano. Desmiolado num sentido oitentista de filmes de ação.
Um resumo da trama: Atiram no presidente numa praça da Espanha e uma bomba explode, vezes oito, cada uma do ponto de vista de um personagem diferente, algumas delas sem muita relevância pra história (o policial espanhol e o turista americano bobalhão interpretado por Forest Whitaker que desenvolve uma...ahn...ligação com a meninha mais atropelável da História). mas tudo bem: a cara de fúria e determinação do Dennis Quais valeu o preço do ingresso. enviada por Samir
20/03/2008 16:57 Ainda Peter Shaffer
Ainda no assunto do post anterior: Interessante que as três peças tenham, de certa forma, o mesmo conflito. Em Equus, curar o adolescente Alan Strang significa livrá-lo de um Deus possessivo criado pelo próprio rapaz, mas o psiquiatra, aparentemente ateu e admirador da cultura grego-romana de deuses-estátuas frios e mortos, se vê cada vez mais fascinado pela força primitiva da teologia de Strang. Em The Royal Hunt of the Sun, Atahualpa é considerado um Deus, e a inevitável necessidade de matá-lo torna-se um problema para Pizarro conforme este, velho, ateu e buscando uma forma de vencer o Tempo, lentamente se vê crente na divindade do Inca através de sua identificação com o Sol e o conceito de morte e renascimento diário. Por ultimo, em Amadeus Salieri planeja a morte de Mozart como forma de se vingar de um Deus comum a ambos, mas do qual Salieri se sente preterido.
As três peças tiveram adaptações para o cinema. The Royal Hunt of the Sun foi adaptado em 1970, com Robert Shaw como Pizarro e Christopher Plummer como Atahualpa. Não vi ainda. Equus foi dirigido por Sidney Lumet em 1977, com Richar Burton como Dysart e Peter Firth como Strang, é bastante fiel, apenas trocando o cenário alegórico usado no teatro para cenários reais. Amadeus virou filme em 1984, dirigido por Milos Forman, Oscar de melhor filme no ano seguinte. O interessante é o filme muda a ordem de vários momentos da história, acrescenta situações e exclui outras, a coisa funciona e filme e peça caminham juntos em passos diferentes, diferindo só no final: Salieri realmente mata Mozart envenenado na peça, um momento que no filme foi substituido pela cena em que Mozart dita o Confutatis Maledictis para Salieri. Dois finais diferentes, opostos, e complementares. enviada por Samir
19/03/2008 11:00 Digo a todos que Margaret é a puritana, e eu sou o pagão. Que pagão!Que retornos selvagens que eu faço ao ventre da civilização! Três semanas ao ano no Peloponeso, cada cama previamente reservada, cada refeição paga com vouchers (...) Que fantástica rendição ao primitivo! E eu uso a palavra infinitamente: "primitivo". "Oh, o mundo primitivo!" E enquanto eu sento aqui, molestando aquela pobre mulher sem imaginação com minhas palavras, aquele garoto esquisito tenta conjurar a realidade. Eu me sento diante de páginas de centauros pisoteando o solo de Argos - e do lado de fora da minha janela ele está tentando se tornar um! Eu observo aquela mulher tricotando noite após noite - uma mulher que eu não beijei por seis anos! - enquanto ele fica na escuridão, sugando o suor das bochechas peludas de seu Deus! Então pela manhã, largo meus livros, toco minha reprodução de estátua de Dionísio para dar sorte - e vou para o hospital para tratá-lo por insanidade. Percebe?
Equus, Peter Shaffer.
- Um homem que é a alma de seu reino. Olhe bem, você vai encontrar Satã aqui, porque aqui está um país que nega o direito á fome.
- Você chama a fome de um direito?
- É claro, é o que dá sentido á vida. Olhe em volta: felicidade não significa nada para os homens daqui desde que lhes foi negada a infelicidade. Eles possuem tudo em comum, pois que não possuem nada para dar um ao outro. São parte das estações, indistinguíveis como mulas, previsíveis como árvores. Todos os homens nascem diferentes, é um dom divino. E querer é seu direito de nascença. Onde você nega isso e não há esperanças de nenhum novo amor - onde o amanhã foi abolido , e nenhum homem nunca pensa "eu posso mudar a mim mesmo" - ali você tem a lei do Anti-Cristo.
The Royal Hunt of the Sun, Peter Shaffer.
Você me deu o desejo de louvá-lo - que a maioria dos homens não sente - e me fez mudo. Você colocou frente a mim a percepção do Incomparável - que a maioria dos homens não conhece - e então assegurou-se de que saberia da minha própria mediocridade. (...) Você sabe o quão duro eu trabalhei! Apenas para no fim, na prática da única arte que faz o mundo compreensível para mim, eu possa ouvir Tua Voz. E agora eu a ouço, e diz um único nome: Mozart! (...). Que seja! Dizem que Deus não pode ser zombado. Eu te digo, o Homem não pode ser zombado. Eu não serei zombado!... Dizem que o espírito sopra onde é escutado. Eu te digo NÃO. Ele deve escutar á virtude ou não soprar de todo! Dio Ingiusto Vós sois o inimigo! Eu vós nomeio agora inimigo eterno! E isto eu juro. Até meu último suspiro eu vos bloquearei na Terra, tanto quanto eu for capaz. Que uso, afinal, possui o Homem, senão que ensinar a Deus Suas lições?
Amadeus, Peter Shaffer. enviada por Samir
12/03/2008 10:01
Não tenho atualizado esse blog por falta de tempo e de vontade. Mas, num rápido registro de momentos recentes, valem citar que:
- Em breve a Não Editora lançara mais um livro, de autoria de Antonio Xerxenesky, o já clássico faroeste com zumbis Areia nos Dentes. O lançamento de Ficção de Polpa 2 segue firme para maio, agora pela Não Editora. Aliás, em muito breve, estará no ar o site da Não Editora.
- Minha irmã viaja pra Nova Zelandia nessa sexta feira, se sair o visto. A escolha do país não teve nada a ver com O Senhor dos Anéis, já que o nerd da família sou eu, mas sim porque o país é conhecido pelos esportes radicais.
- Saiu a edição desse mês da Noize desse mês. O filme que resenhei foi Sweeney Todd. Participação especial do Fredy resenhando o documentário Air Guitar Nation.
- Assumi uma nova função aqui na HappyHouse. Agora sou responsável pela diagramação das revistas corportativas produzidas pela agência.
- Sábado, aniversário do Gui no Gibi Bar, momento de reencontrar amigos que foram engolidos pelo trabalho.
- Ontem, festa dos 40 anos da Impressul no teatro do Bourbon Country. Pela manhã, recebemos na agência um exemplar de Correio do Povo impresso em papel couchê. Um anuncio dizia: "o primeiro Correio do Povo impresso em couchê 170 gr. da História da Humanidade". Alguém comentou que, provavelmente, seria também o único. A noite, ao lado do shopping, um outdoor suspenso por um guindaste anunciava-se como "o primeiro outdoor voador do mundo". Muito legal. A festa foi champagne liberado, sushi a vontade, caipirinha frozen e, mais adiante, show da banda Dublê. Como sempre faço (ou sempre tento fazer), saí à francesa antes da meia-noite. Hoje pela manhã, alguns colegas ainda nao chegaram enquanto escrevo. Imagino se alguma agencia está conseguindo trabalhar hoje de manhã.
- Hoje, no Gibi Bar, o estúdo Dinamo lança uma exposição comemorativa dos seus 11 anos, a partir das 20h.
Filmes recentemente assistidos: Em dvd: O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford, filme excepcional, muito climático. Valente, versão Desejo de Matar com Jodie Foster, assistido tres dias antes do justiceiro da lotação causar furor em Porto Alegre. A Maldição da Flor Dourada, é tudo o que falavam, o climax do filme é um embate entre a ala de baianas chinesas contra a comissão de frente ninja.
Frase do dia:
Arnaldo Jabor, citando alguem que nao me dei ao trabalho de pegar o nome, criticando o "'multiculturalismo' politicamente correto que diziam as universiades": "Não entendo por que os artistas que odeiam os clichês de sua própria cultura desejam tão ansiosamene adotar os clichês de culturas sobre as quais eles nada sabem". enviada por Samir
22/02/2008 10:57 "O pensamento primitivo das pessoas com pendores sobrenaturais resume-se naquilo que seus colegas psiquiatras chamam de um problema, ou uma idéia, de referência. Um excesso do subjetivo, a ordenação do mundo em conformidade com as necessidades da própria pessoa, uma incapacidade de contemplar sua própria carência de importância. Na visão de Henry, tal raciocíncio pertence a um espectro em cujo ponto extremo, erguendo-se como um templo, está a psicose".
Ian McEwan, Sábado, leitura em andamento. enviada por Samir
20/02/2008 10:58 Cloverfield: monstro japonês "kaiju" em Nova Iorque
Cloverfiel - Monstro é um dos casos mais bizarros de subtitulo nacional. Não e Cloverfield: o Monstro, até pq esse nao é o nome do bicho. É como se Homem-Aranha se chamasse "Homem-Arnha: Super-Herói", ou, radicalizando_ "Kill Bill: Noiva". Considerando que um dos suspenses do filme era saber se era realmetne um monstro atacando a cidade, seria de certa forma como traduzir "Menina de Ouro: Eutanásia", ou coisa do gênero. Ainda assim não perde pro subtitulo mais absurdo de todos os tempos, o do filme policial com Takeshi Kitano, "Brother", que no Brasil chamou-se Brother: a mafia japonesa "yakuza" em Los Angeles" que comete a) uma redundãncia, já que máfia japonesa e yakuza, para fins de público, são a mesma coisa, b) um erro de sentido, já que yakuza é realmente o nome da máfia japonesa, não uma metáfora ou algo do tipo que justificasse as aspas e c) uma informação desnecessária: que diferença faz pro filme saber que ele é ambientado em Los Angeles?
Meu erro de tradução favorito ainda é o cometido na primeira versão em dvd de Três Homens em Conflito. Na base da capinha, onde vão aquelas linhas espremidas de ficha técnica ao estilo dos cartazes de cinema, diz "Eli Wallach no buraco de Tuco". Levei alguns minutos com a caixinha na mão, de pé na Espaço Vídeo, até entender que o tradutor confundiu role com hole e, mesmo não fazendo o menor sentido, não se deu ao trabalho de verificar. enviada por Samir
15/02/2008 11:01
Em homenagem ao trailer de Indiana Jones, versão live-action dos quadrinhos do Tio Patinhas, com Cate Blanchett como Irmão Metralha e Shia LaBeouf como Pato Donald, uma amostra de As Sete Cidades de Cipola, de Carl Barks, de onde George Lucas assumidamente adaptou a sequencia da bola gigante.
enviada por Samir
Está no ar desde a semana passada o site da Half Dog, empreendimento conjunto do Johan, da Gisele e do Germano no mundo da moda para geeks e nerds. Nos moldes da camisetaria, da banca de camisetas e congêneres, a half dog se destaca pela originalidade das estampas. O site também vende camisetas das marcas Sigma, RedBug e Combo. Os temas vão de informática à rpg, cinema à anime.
O lançamento oficial será na próxima terça-feira, dia 12, no Gibi Bar Bruschetteria (Bento Figueiredo, 72, no Bomfim- - entrando na Felipe Camarão, a primeira à esquerda), a partir das 19h.
Novidades podem ser conferidas no Half Dog Blog. enviada por Samir
29/01/2008 09:00
Link para um blog que me foi passado pelo Antônio: clique aqui. Não conheço o autor, Alexandre Soares Silva, mas o texto é muito bom. Segue um trecho:
"Eu lia Conan Doyle aos onze e Dostoiévski aos dezessete, e hoje relendo os dois, não posso dizer que seja maduro demais pra ler Conan Doyle. Ninguém pode, só uma besta. Já Dostoiévski, três pontinhos.
Oh, se você só quer saber de gênios, você está interessado em outras coisas, não em literatura: revelações sobre a alma humana, a sociedade, essas bobagens. Ninguém demonstra um verdadeiro amor pela literatura se não sair da península putrefata dos gênios por volta dos vinte anos para explorar o arquipélago dos talentos menores, de onde, com sorte, não vai sair com vida.
Eu vejo alguém muito empolgado falando de "gnosticismo em Joyce" e me dá vontade de perguntar, você tem o quê, dezesseis? Vai falar do quê agora, anarquismo?
A rigor pode-se dizer (bom, eu vou dizer) que o intelectual corresponde à faixa dos 16 aos 19 anos, o esteta dos 19 aos 25, e o hedonista dos 25 até a morte - se tudo der certo com a sua alma, pelo menos. E isso quer dizer que você deve ler os gênios dos 16 aos 19, os grandes mestres do estilo dos 19 aos 25, e que depois disso praticamente só vai querer ler Rex Stout até morrer." enviada por Samir
28/01/2008 16:00
O Gangster pode ser considerado um bom filme se você nunca tiver assistido O Poderoso Chefão, ou Operação França, ou os milhares de filmes de máfia e tráfico de drogas anteriores. Difícil dizer que algum elemento do filme tenha sido excepcional. Na real, o mais interessante foi ter faltado luz no shopping faltando só meia hora de filme, então teve toda a função de sair do cinema, ganhar vale-ingresso, meia hora depois a luz voltou e ainda estamos por lá, e os filmes voltam de onde pararam, essas coisas. Foi bizarro. No final das contas, fiquei mais satisfeito em ter ganho um ingresso do que em ter visto o filme. Não seria nada mal se, quando o filme fosse meia-boca, a gente ganhasse um ingresso de graça. Que coisa. enviada por Samir
23/01/2008 09:00 Em tese, o livro Eu sou a Lenda, de Richard Matheson (autor de Em algum lugar do passado, Amor além da vida, Encurralado e do famoso conto do gremlin na asa do avião, só pra ficar nos mais conhecidos), é o avô de todos os filmes de zumbis, incluindo os do Romero, ainda que não sejam, tecnicamente, zumbis, mas uma abordagem de ficção-científica para vampiros, mas no fundo isso é nerdice - como disse o Antônio certa vez, "se grunhem, agem em bando e tentam te comer, são zumbis", e o resto é eufemismo.
Na prática, nada disso faz diferença - depois de dois Extermínio, um Madrugada dos Mortos, três Resident Evil e até Todo mundo quase morto, sobra muito pouco espaço no quesito zumbítico para o filme inovar (e serem os monstros todos criados em computação gráfica não ajuda muito). Se o filme tem um mérito, é o de não colocar o foco principal na questão "estamos sendo atacados por monstros", e sim no isolamento do personagem principal, vagando por uma cidade vazia, conversando com manequins de lojas, compartilhando todo seu tempo com uma cadela pastor-alemão (que provavelmente será eletio pelo público como personagem favorito no filme). E nisso o filme se sai bem, todo o clima da primeira metade é muito bom. enviada por Samir
22/01/2008 10:46 "O gosto camp nasce como signo de reconhecimento entre os membros de uma elite intelectual, tão seguros de seu gosto refinado que decidiram a redenção do mau gosto de ontem com base em um amor pelo inatural e pelo excessivo.
(...)
O camp é também a experiência do kitsch para aqueles que sabem que o que estão vendo é kitsch. Nesse sentido, é a manifestação do gosto aristocrático e, de todo modo, do esnobismo. é uma solução para o problema de como ser dandy na era da cultura de massa. mas enquanto o dandy buscava sensações ainda não profanadas, o entendido do Camp se realiza "nos prazeres mais rudes e mais comuns, nas artes de massa(Susan Sontag). O dandy tinha sempre um lenço pergumado no nariz e era sujeit a desmaiors; o entendido do camp cheira o fedor e vangloria-se de ter um estômago forte". Como diz Sontag, "a extrema declaração do Camp é; é belo porque é horrivel..."
(...)
É preciso dizer, de todo modo, que nem todo feio (de ontem e de hoje) pode ser visto como camp, mas apenas quando o excesso é inocente, não calculado. O Camp não pode ser intencional, apoia-se na candura com que se usa o artifício (e na malícia de quem o reconhece como tal)." enviada por Samir
21/01/2008 09:46 Não tendo lido o livro, assisti O Caçador de Pipas sem nenhuma expectativa, exceto a sensação de que talvez pudesse ser o "Código da Vinci" do ano, aquela coisa "best-seller popular transformado em filme meia-boca". Não é, mas não esperava, sinceramente, que fosse, ainda confio mais num flme com o nome de Marc Foster na direção do que Ron Howard. E o filme tem méritos no quesito técnico - trilha sonora excelene do espanhol Alberto Iglesias, fotografia - e históricos - é o primeiro filme que vejo abordando a vida dentro do regime talibã, então vale pela curiosidade -, que compensam o enredo melodramático de telenovela (o Afeganistão deve ser um lugar pequeno, pois todo mundo se conhece e se reencontra) e as reviravoltas de folhetim. Uma mistura de Desejo e Reparação (escritor com consciencia culpada por algo de sua infancia) com aqueles filmes que era moda nos anos oitenta, tipo "Nunca sem minha filha!", em que alguém tem que entrar num país árabe para resgatar uma criança. enviada por Samir
17/01/2008 15:49 Histórias da Estação
Fui convidado a participar do blog Histórias da Estação, do site da Zero Hora. O mote era escrever sobre elementos do verão. Meu conto, Bronzeada, saiu ontem, e está disponível nesse link aqui
Ainda sobre blogues, o blog coletivo duasficha, com participação do Antônio Xerxenesky, entra na minha lista de links de blogs de amigos ali ao lado. O tema do blog, como diz o titulo, são videogames. De cara, os dois ótimos post do Antônio, Problematizando o conceito de artes nos videogames, e Queime no inferno, Roger Ebert!. enviada por Samir
15/01/2008 13:43 "Ele pronunciou as tres palavras simples que nem toda a arte barata e a má-fé do mundo conseguem trivializar de todo. Ela as repetiu, com exatamente a mesma ênfase sutil no verbo, como se fosse a primeira pessoa a pronunciá-las na História. Ele não tinha crenças religiosas, porém era impossível não imaginar uma presença ou testemunha invisível ali, não imaginar que essas palavras pronunciadas em voz alta não eram como assinaturas num contrato invisível".
Ian McEwan, Reparação.
Cia. das Letras, 444p.
* * *
Não é que eu esteja passando por um momento romântico, mas a comparação entre esse trecho de Reparação, o livro, com o mesmo momento no filme (que no Brasil, chamou-se Desejo e Reparação provavemente pra evocar as histórias de Jane Austen que o livro, em parte, referencia) só serve pra ilustrar o quanto um livro, quando atinge certo grau de excelência em sua forma e linguagem, se torna impossível de ser convertido em imagens. E ainda assim, Reparação é rico em imagens fortes, sejam por beleza extrema (na primeira metade) ou por horror extremo (a segunda e a terceira parte). Mas as imagens são conduzidas, no livro, pelo fluxo de consciência dos personagens de tal forma que se tornam organicamente ligadas aos sentimentos que são associados a elas. Nisso, obviamente, não posso culpar o filme, que tenta condensar ao máximo possível os momentos da história: o plano sequência de cinco minutos pela praia de Dunquerque é uma tentativa esteticamente bonita de compensar e condensar em imagens, mas com metade do impacto, da longa caminhada que o personagem fazia, por uma estrada, acompanhando um comboio e intercalando. Ao menos mantiveram a parte dos cavalos, e condensaram vários momentos da enfermaria numa sequencia rápida de imagens.
Na comparação, o filme é eficiente em catalogar as imagens mais fortes de cada momento, mesmo que por vezes fique apressado (quando os soldados chegam na praia, qualquer leitor do livro pensa: "porra, já!?", e como disse o Fredy, algumas partes parecem apressadas, como um trailer de momentos do livro, mas tenho impressão que isto fica só para quem leu. Mas o filme não faz feio, e valeria a pena só pela engenhosidade da trilha sonora, pela tradução da escrita elegante de Ian McEwan em imagens belíssimas (a indústria do cigarro deveria agradecer a Keira Knightley, poucas pessoas parecem tão elegantes fumando) e pelas atuações excepcionais.
Falei pouco do livro: é tão bom que me dá vontade de cortar os pulsos de desespero porque sei que nunca vou conseguir escrever algo assim. E, de uma tacada, me fez ter vontade de ler Jane Austen e Virgínia Woolf. enviada por Samir
08/01/2008 09:57
Parece que essa lista saiu na Folha Ilustrada recentemente, mas não tenho certeza. Lista os os principais lançamentos literários para 2008, e alguns títulos me saltaram aos olhos.
Janeiro
"A Doçura do Mundo" de Thrity Umrigar (Nova Fronteira)
Obra completa de João Cabral de Melo Neto (Nova Aguilar)
Fevereiro
"Maus Bocados" de Anthony Bourdain (Cia das Letras)
"Putas Assassinas" de Roberto Bolaño (Cia das Letras)
Março
"Crianças de Grozny" de Asne Seierstad (Record)
Obra completa de Ferreira Gullar (Nova Aguilar)
Antologia de artigos de jorge Amado (Cia das Letras)
"Capitães de Areia" de Jorge Amado (Cia das Letras)
"Dona Flor e seus Dois Maridos" de Jorge Amado (Cia das Letras)
"Mar Morto" de Jorge Amado (Cia das Letras)
"A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água" de Jorge Amado (Cia das Letras)
"A Bola e o Goleiro" de Jorge Amado (Cia das Letras)
Abril
"Austerlitz" de W. G. Sebald (Cia das Letras)
"O Aleph" de Jorge Luis Borges (Cia das Letras)
"O Grande Circo Humano" de Marçal Aquino (Cia das Letras)
"The Shock Doctrine" de Naomi Klein (Nova Fronteira)
"O Silêncio doa Amantes" de Lya Luft (Record)
Maio
"A História de Lisey" de Stephen King (Objetiva)
"O Jovem Stálin" de Simon Sebag Monteflore (Cia das Letras)
Junho
Primeiro livro da série Amores Expressos (Cia das Letras)
Segundo livro da série Amores Expressos (Cia das Letras)
"Diário de um Ano Ruim" de J. M. Coetzee (Cia das Letras)
"Famílias, Eu Amo Vocês" de Luc Ferry (Objetiva)
Julho
Obra completa de Machado de Assis (Nova Aguilar)
"A Cidade das Palavras" de Alberto Maguel (Cia das Letras)
"Exit Ghost" de Philip Roth (Cia das Letras)
"The Yiddish Policemen's Union" de Michael Chabon (Cia das Letras)
Sem data definida
A Mulher do Meio-Dia" de Julia Franck (Nova Fronteira)
Obra completa de Fernando Pessoa (Nova Aguilar) enviada por Samir